Não, não. Este post não é uma promessa de falar sobre os segredos de quem quer que seja ou sobre como tal cena chocou a população norte-americana. O motivo disso aqui é muito melhor que qualquer besteirol que tenha tomado (parte do) nosso tempo, no último ano.

Neste mês, a HBO está exibindo o documentário “Fabulous! The story of queer cinema”, gravado em 2006.

Com direção e roteiro da dupla e Lisa Ades e Lesli Klainberg, o filme rodado nos EUA conta toda a trajetória do cinema gay no país, através da exibição de trechos de filmes produzidos nas últimas seis décadas, acompanhados de comentários e análises de mais de trinta pessoas - entre estudiosos da área até profissionais que participaram de cada período, liderados pela crítica de cinema B. Ruby Rich.

E a seleção de filmes não fica pra trás. Pra não deixar escapar qualquer momento, Lisa e Leslie oferecem ao espectador uma seleção de mais de duas dúzias de filmes, do período entre 1947 – Fireworkers -, até 2005 – Brokeback Mountain.

Mas, apesar de trazer nomes que marcaram época, “Fabulous!” tenta ir mais fundo mostrando outros cenários, como os filmes experimentais, indies, pornográficos (com sexo explícito), filmes de (e para) lésbicas, e até sobre a questão da Aids (considerada, antes, doença própria de homossexuais).

O documentário termina com seus devidos comentaristas fazendo suas próprias previsões sobre o que está por vir, principalmente depois do sucesso de bilheteria de “Brokeback”, que mostrou uma nova perspectiva do público sobre a abordagem gay nos cinemas, criando um debate tanto entre os fãs do filme, quanto entre aqueles que, de alguma maneira se sentiram “incomodados” com o que foi mostrado nas telas.

Bom, independente da opinião, pros fãs de documentário, como eu, só um aviso: ele não minuciosamente analítico e pode parecer fraco pra quem já entende do assunto. Mas praqueles que fazem parte do meu time – sem qualquer noção do assunto -, “Fabulous!” é uma ótima porta de entrada no mundo do queer cinema, por ser esclarecedor e explícito, sem ser nem vulgar e escancarado e nem boring e sério demais.



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